terça-feira, 10 de abril de 2012

As Pontes de Madison.

Há uns dois anos ou mais, assisti a um filme chamado As Pontes de Madison. A história é a seguinte: uma mulher que vive numa areá rural dos Estados Unidos (interpretada pela gigante Meryl Streep), casada e com filhos, se envolve com um fotógrafo da cidade grande enquanto o resto da família viaja durante 4 dias. Eu simplesmente abomino esse filme. Não por causa da má atuação, dos efeitos especiais ruins (aliás, não existe efeito especial nenhum, levando em conta de que a história se passa no interiorzão), ou qualquer outro motivo técnico. Eu só não consigo ver a parte romântica de uma traição. Não consigo chorar enquanto a ''coitada'' da principal se remói de culpa por ter dormido com um homem que não era o marido dela. Não consigo achar bonito quando ela quase decide ir embora com um homem que ela conheceu a menos de uma semana. E eu também não consigo entender as mulheres! Elas não adoram dizer o quão inadmissível é uma traição? Que não se pode perdoar a infidelidade? E pior ainda, não amam ''meter a boca'' no marido safado em rede nacional durante programas de auditório? Então porque achar As Pontes de Madison um dos filmes mais bonitos de todos os tempos e um exemplo de história de amor? Isso é só mais outro grande exemplo de hipocrisia. Mas acho que também devemos atribuir todo esse embelezamento de algo que está longe de ser belo, à Hollywood e seu dom de fantasiar. Afinal, o filme é americano!

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