sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Toda maldade é fraqueza.

  Eu lembro vagamente do que eu pensava na época em que escrevi Maldade Adolescente: o quanto as pessoas a minha volta se preocupavam demais com a vida dos outros e de menos em trabalhar o próprio caráter (se é que elas possuíam algum). E olhar pra dois anos atrás e perceber que nada disso mudou é bem frustrante!
  Imaginar que as pessoas um dia amadureçam é mera ingenuidade, porque parece que quanto mais elas crescem, mas a maldade cresce nelas. É perceptível o clima hostil que vem com o vestibular e a tensão de um Ensino Médio desgastante...mas é justificável a falta de cordialidade e extrema falta de respeito? Os limites de uma brincadeira ou alguma opinião sobre alguém parecem intermináveis com redes de disseminação de informações tão "prestativas". A política de terra sem lei da internet contamina a vida social e mata os vestígios de humanidade presentes em mentes que se encontram constantemente em guerra consigo mesmas.
  Você tenta escapar desse mal, mas um dia ele te acha, porque essa maldade não é realmente adolescente. Essa maldade é humana e arrasadora! Ela pode vir de qualquer um, a qualquer momento e de qualquer lado; pode ser daquela amiga que sempre esteve do seu lado ou daquele colega de trabalho a quem você nunca dirigiu uma palavra sequer. Combater o mal com o mal é tentador, como também é viciante...exatamente pelo êxtase desse tipo de vitoria acabar quase que instantemente e você precisar de mais e mais.
  "Lidar com alguém desse tipo é lidar com todo resto do planeta, o que facilita o desenvolvimento de um escudo emocional e respostas afiadas ensaiadas." Isso é o que eu gostaria de dizer, mas não costumo mentir (pelo menos não aqui). A verdade é que ninguém nem nada te prepara pra ouvir palavras grosseiras e aguentar desconfianças; o aperto no peito, mesmo que fugaz, te visita toda vez. E mais um pedaço do meu eu otimista renuncia.

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